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Blog da MADA

A Viva Palavra

  • Foto do escritor: Marcela Galindo Goularte
    Marcela Galindo Goularte
  • 7 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de dez. de 2025


A palavra concentra, define e desabrocha assim como uma flor.


Na sua formação a palavra se enriquece aglutinando conceitos e significados, pra então ser definida pelo olhar do tempo em que nasce.


E com o passar desse mesmo tempo a palavra desabrocha revelando os conceitos que a formou, abrindo diversas possibilidades de refinar a complexidade de seu significado, nos dando a oportunidade de lê-la com mais profundidade.


Sob essa perspectiva, eu convido você a pensar comigo as palavras “mulher“ e “homem”.


Diversos pontos de vista, isso é que temos aglutinado como conceito posto para leitura da compreensão generalizada de uma palavra.


Um bom exemplo ‘ainda’ é uma ficha de cadastro, que em grande maioria pergunta diretamente seu “sexo” e te dá como opção de resposta “homem ou mulher”. A estrutura formada pela questão e resposta, desconsidera diretamente o gênero como expressão de comportamento social e engessa o significado a definição genital.


Uma das maiores armas que generalistas, extremistas e moralistas como Joseph Ratzinger usam é reafirmar a confusão, como por exemplo confundir o que é expressão social de gênero com a classificação genital.


Ninguém nasce mulher ou homem, nascemos fêmea, intersexo, macho e quantas outras mais existências presentes nessa leitura biológica.


Em maioria presente de comportamento, nos deparamos com expressões de gênero masculina, feminina e também com uma minoria expressiva de pessoas não binaries.

A Palavra nasce quando há a necessidade de exprimir uma definição para algo latente na sociedade. Então, o nascedouro de uma definição concentra diversos pontos de vista para um mesmo acontecimento social distinguível da maré comum.


Considerando que após anos, décadas e até séculos de uso da palavra e também considerando a maturidade de seus usuários, que evoluem sua capacidade cognitiva com o passar de gerações, é inevitável que essa palavra venha a ser descompactada e lida pelas outras perspectivas que um dia cederam sua voz, para o nascer de uma expressão que as levasse a serem vistas.


O tempo, traz à luz da evolução cognitiva humana o desabrochar da representatividade da palavra. E se em nosso contemporâneo a percepção do ser mulher ou homem vem a ser confrontada com tanta propriedade, é porque hoje temos uma capacidade cognitiva coletiva mais madura para encarar a leitura mais profunda dessas palavras.


Estamos frente a oportunidade de evoluirmos nossa capacidade crítica coletiva da leitura do mundo que nos “arredoma”.


Não deixemos escapar por entre nossos dedos a maturidade evolutiva humana.



 
 
 

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